sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Darwin, não existe Prêmio Nobel em Biologia Evolucionária. Por que??? + A SBPC defende os estudantes baderneiros e maconheiros da USP + A importância da biodiversidade brasileira - Roberto Berlinck + UFRN lança edital com 42 vagas para professor de nível superior

Desafiando a Nomenklatura Científica





Posted: 11 Nov 2011 11:05 AM PST
Nobels: Fundamental biology misses out

P. William Hughes

Nature 479, 178 (10 November 2011)
doi:10.1038/479178cPublished online 09 November 2011


In 1895, Alfred Nobel bequeathed much of his immense fortune to create the five original Nobel prizes — for literature, physiology or medicine, physics, chemistry, and peace. The award categories were expanded to include economics in 1968, following a large donation to the Nobel Foundation on behalf of the Swedish central bank, by the creation of the Sveriges Riksbank Prize in Economic Sciences in Memory of Alfred Nobel.

The symbolic recognition of the work of Nobel laureates increases awareness of scientific research in the eyes of the public. It is a continuing shame that fundamental biology — and not just its application in medicine — lacks such a patron.

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Professores, pesquisadores e alunos de universidades públicas e privadas com acesso ao site CAPES/Periódicos podem ler gratuitamente este artigo da Nature e de mais 22.440 publicações científicas.

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NOTA DESTE BLOGGER:

Repare que Hughes lamenta a inexistência de um prêmio Nobel em BIOLOGIA FUNDAMENTAL. Eu pergunto: Por que não há um para a BIOLOGIA EVOLUCIONÁRIA vez que a teoria da evolução de Darwin através da seleção natural e n mecanismos evolucionários de A a Z? Esta não é a maior ideia que toda a humanidade já teve?

Fui, nem sei por que, querendo entender como o fato, Fato, FATO da evolução nem sequer é considerado digno de um Prêmio Nobel.

Pano rápido!!!
Posted: 11 Nov 2011 02:05 AM PST
JC e-mail 4382, de 10 de Novembro de 2011.


O incidente ocorrido na USP não foi decorrente de uma marcha pela liberação da maconha. O episódio foi fruto de repúdio à abordagem aos estudantes por encararem que a polícia dentro do campus fere a autonomia universitária. Esse é um debate a ser travado com a participação de toda a comunidade acadêmica numa discussão ampla e democrática.

A SBPC, em toda sua história de vida, sempre lutou e continua lutando pelo estado de direito. A democracia brasileira foi arduamente conquistada com envolvimento da sociedade brasileira e, nesse processo, os estudantes tiveram papel proeminente. Defender o uso de drogas de forma livre dentro do campus significa pedir regime de exceção aos valores pelos quais lutamos - fumar maconha ainda é crime neste País, e o campus da USP, assim como os campi de qualquer Universidade Brasileira, não podem ser tratados como zona livre enquanto esta lei vigorar.

Movimentos contrários à criminalização da maconha são pertinentes dentro de uma sociedade democrática, mas sem o uso da força, ou invasão e depredação de prédios públicos construídos com recursos advindos do trabalho de todo cidadão brasileiro. A liberação da maconha e a presença da polícia no campus são debates legítimos a serem travados com a participação de toda a comunidade acadêmica numa discussão ampla e democrática, não impingidos pela força e pela violência. O campus da USP e os campi de qualquer Universidade Brasileira devem estar submetidos a todas as leis que afetam o conjunto da população. Além disso, há palcos e formas adequados para a realização desses movimentos.

Sobre o espaço público da universidade queremos deixar claro que a SBPC, que lutou pela redemocratização do Brasil, não aceita que os direitos constitucionais sejam desrespeitados, inclusive no que se refere a autonomia das Universidades.

Danos ao patrimônio público e desobediência à ordem de justiça devem ser investigados garantindo aos putativos infratores todo direito de defesa - a SBPC estará sempre lutando por isso.

A SBPC aproveita para convidar os estudantes à luta pelo ensino de qualidade em todos os níveis, contra a corrupção e as profundas desigualdades sócio-econômicas e por um país com justiça social onde a lei seja aplicada a todos, independentemente do cargo ou da condição social. Espera ainda, da mídia brasileira, a veiculação de forma isenta dos fatos que acontecem no País.

A SBPC está certa de que um diálogo construtivo entre gestores, docentes, corpo técnico-administrativo e estudantes sobre as formas de garantia de segurança nos campi universitários necessita ser estabelecido a partir desse episódio. Qualquer que seja a forma de segurança, as ações devem estar subordinadas à autoridade máxima da Universidade.

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NOTA DESTE BLOGGER:

Sem comentários!!! A SBPC chorou com a família da estudante que foi morta na USP? Não chorou! Publicou alguma nota repudiando este crime? Sigo o JC E-Mail, e não me lembro desta organização científica ter escrito uma nota assim.

Sr. Secretário de Segurança de São Paulo, eu, se fosse o Sr. retiraria os policiais do campus da USP e deixaria a SBPC, não somente defender a
autonomia universitária, mas garantir a segurança das pessoas e do patrimônio sozinha!

Pano rápido!!!
Posted: 11 Nov 2011 12:44 AM PST
JC e-mail 4382, de 10 de Novembro de 2011.


Artigo de Roberto Berlinck enviado ao JC Email pelo autor.

Na aurora da segunda década do século XXI a Terra abriga 7 bilhões de pessoas, distribuídas em praticamente qualquer território habitável do planeta. Este número ultrapassa o total de espécies vivas, excluídos os micro-organismos. Concentrados em regiões metropolitanas, aglutinados de forma ao mesmo tempo gregária e segregacionista, os humanos devem estar se perguntando: estava Thomas Malthus certo? Se sim, e agora?

NOTA DO BLOGGER 1: Berlinck não fez a outra pergunta: Malthus estava errado? Se, sim, e agora? As previsões apocalípticas de fome de Malthus até agora se mostram erradas, e Berlinck não ousou fazer a pergunta porque ele sabe que Darwin baseou sua teoria de evolução através da seleção natural na teoria de Malthus. Se Malthus estava errado, QED: Darwin, que teve o estalo de sua teoria ao ler Malthus, também está errado!!!

A se considerar tal panorama, o futuro se avizinha muito pouco convidativo. Porém, o problema é, ao mesmo tempo, mais amplo e profundo. Não somente a demanda por alimentos deverá aumentar, mas também a demanda por água, por espaço físico e recursos naturais. Seria ingênuo pensar que o homem poderá encontrar meios de sustentar indefinidamente o crescimento populacional. Os recursos são limitados, pois os minerais e vegetais não são restaurados no seu ambiente. Atualmente já existe deficiência de vários insumos naturais. Elementos radioativos empregados em diagnóstico médico são alguns.

Muito em breve o petróleo será outro. Considerado como principal matéria prima da matriz energética mundial, os combustíveis fósseis também são a principal matriz da indústria química. O craqueamento do petróleo permite a produção de inúmeros produtos químicos utilizados para os mais diversos fins. Logo, o problema não está apenas na matriz energética, e sim na manutenção de um modelo econômico e social construído sobre a utilização intensiva e extensiva de recursos naturais.

Ao mesmo tempo em que o homem se constitui na única espécie biológica capaz de modificar o seu destino, parece que ainda não se deu conta do enorme problema que deverá enfrentar. De maneira a tentar traçar um panorama da realidade atual, em 2012 será realizada a Rio+20, evento durante o qual os principais atores do quadro global deverão, pressupostamente, participar e discutir as perspectivas futuras do nosso planeta.

Neste contexto, a importância da biodiversidade parece ter sido deixada de lado. Tendo sido o principal foco da ECO-92, o acesso aos recursos naturais deixou de ser o centro das atenções para que o tema da Rio+20 seja a economia verde e a busca de um novo modelo de sustentabilidade econômica. Seria possível ignorar a importância da manutenção da biodiversidade, em conjunto com os outros recursos naturais continuamente explorados pelo homem, para a manutenção do modelo econômico e social vigente?

NOTA DO BLOGGER 2: Berlinck ao perguntar para a sociedade se seria possível ignorar a importância da manutenção da biodiversidade, e a resposta que ele defende e espera que a sociedade também o faça, resulta em jogar fora um dos enunciados teóricos mais fundamentais da teoria da evolução: A SOBREVIVÊNCIA DOS MAIS APTOS - a evolução em ação ocorrendo diante de nossos olhos. Defender a manutenção da biodiversidade é, Berlinck, contrariar um dos maiores postulados de Darwin.

Levando-se em conta que os humanos são parte intrínseca e atuante no processo de vida do planeta Terra, evidentemente que considerar como sendo menor a importância da manutenção da biodiversidade e sua exploração racional e sustentada será um enorme erro estratégico. Em primeiro lugar devido à relação dos organismos fotossintetizantes com a captura de carbono atmosférico e a produção de oxigênio, essenciais para a vida. Em segundo lugar por causa das relações diretas entre grandes extensões de floresta e fenômenos climáticos locais. As relações com as mudanças climáticas globais podem ser facilmente estendidas quando se considera a diversidade de vida dos oceanos conjuntamente com a vida terrestre.

NOTA DO BLOGGER 3: O MAIS APTO SOBREVIVE!!! Postar-se a favor da conservação das espécies é interferir no processo cego e aleatório da seleção natural que não prevê esse altruísmo de Berlinck para a conservação da natureza.

Além disso, a evolução biológica levou à formação de uma rede intrincada de organismos vivos, essenciais para a geração, consumo e decomposição de matéria orgânica. As relações entre os organismos vivos constituem a essência da vida. E destas relações o homem se beneficiou, ao longo de toda a história.

NOTA DO BLOGGER 4: Berlinck não nos disse COMO que a evolução realizou esta formação de uma rede intrincada de organismos vivos. Nem poderia, pois é justamente aqui que a porca torce o rabo contra Darwin no contexto de justificação teórica, e até hoje seus discípulos não conseguem explicar COMO se deu esta formação. Vide A próxima síntese evolucionária: de Lamarck e Darwin à variação genômica e biologia de sistemas

Plantas, animais e micro-organismos constituem elementos biológicos continuamente associados às atividades humanas. Os exemplos que ilustram tais relações são infindáveis, mas a grande maioria destas relações ainda é desconhecida.

Dentre as múltiplas utilidades dos organismos vivos, estes foram e ainda constituem a melhor fonte de potenciais medicamentos para tratar as mais diversas enfermidades. Mesmo que durante os quase últimos 20 anos a indústria farmacêutica tenha praticamente abandonado as fontes naturais para a descoberta de novos fármacos. Tal abandono em favor de técnicas de síntese química se mostrou completamente infrutífero. Durante este período nenhuma nova classe de antibióticos foi descoberta. Levando-se ainda em conta que muitos medicamentos utilizados atualmente datam de mais de 50 anos, como vários agentes anti-parasitários, não é de se espantar que muitos organismos infecciosos apresentem resistência à grande maioria dos medicamentos em uso. Tal é o caso de várias bactérias, fungos, protozoários e vírus. Os recursos para o tratamento de tais doenças têm se mostrado cada vez mais escassos, devido à falta de pesquisa e desenvolvimento de novos fármacos que possam tratar as enfermidades causadas por estes organismos infecciosos.

Qual a razão da falta de pesquisa para a descoberta de novos agentes anti-infecciosos e de outros medicamentos essenciais para a manutenção da saúde humana e de animais domésticos, economicamente imprescindíveis?

Ironicamente, tudo parece indicar que as premissas estabelecidas pela Convenção da Diversidade Biológica em 1992 para o acesso ao patrimônio genético, repartição de benefícios e recompensa ao conhecimento tradicional associado tenha sido a principal razão pela qual as indústrias farmacêuticas gradativamente perderam o interesse na pesquisa de novos agentes infecciosos a partir de recursos naturais. O mau entendimento e a implementação de leis e políticas inadequadas, além da burocracia estagnante inerente aos processos de estabelecimento de contratos entre as partes envolvidas, levou a um quadro de desinteresse crescente para a continuidade de programas de bioprospecção.

E qual seria a vantagem em se buscar novos modelos de fármacos a partir de elementos da biodiversidade? A principal vantagem é que os organismos vivos "otimizaram" a produção de substâncias químicas ao longo de 3,5 bilhões de anos do processo da evolução biológica. Como resultados, verifica-se que as moléculas de origem natural, embora complexas, interagem de maneira extremamente eficaz, e muitas vezes específicas, com estruturas bioquímicas que tomam parte em inúmeros processos biológicos. Os seres vivos adquiriram a capacidade de produzir e/ou acumular tais substâncias para uma interação equilibrada com o meio ambiente. Interagindo com receptores, membranas e outras estruturas intra- e extra-celulares, as moléculas de origem natural constituem o melhor modelo para a descoberta e o desenvolvimento de novos fármacos. Tais fatos estão amplamente documentados na literatura científica.

NOTA DO BLOGGER 4: O problema com teorias de longo alcance histórico, como a teoria da evolução de Darwin através da seleção natural e n mecanismos evolucionários, é que fica muito difícil corroborar esta afirmação de Berlinck que os organismos vivos "otimizaram" a produção de substâncias químicas ao longo de 3,5 bilhões de anos do processo da evolução biológica. E sabendo que empregou um termo teleológico, otimizaram, Berlinck o colocou entre aspas.

Tendo recentemente completado 10 anos, a Medida Provisória 2186-16, que regulamenta o acesso e exploração dos recursos genéticos da biodiversidade brasileira, ainda constitui um sério entrave para a realização de programas de bioprospecção que possam resultar em produtos econômica e socialmente relevantes para o Brasil. Em se considerando que este país detém de 15 a 20% de toda a biodiversidade do planeta, parece ser um contra-senso que este potencial seja complemente sub-investigado e sub-utilizado em programas de descoberta de substâncias naturais para as mais diversas aplicações.

Fato interessante, a proteína verde fluorescente, cujo estudo, utilização e ampla aplicação no entendimento de inúmeros processos bioquímicos, foi isolada de uma medusa coletada na costa dos EUA. A investigação desta proteína e suas aplicações rendeu o prêmio Nobel de química para 3 pesquisadores estrangeiros. Este é um belo exemplo da importância em se conhecer moléculas de origem natural. O que estamos esperando?

Em se considerando os países que apresentam uma mega diversidade biológica, o Brasil é o melhor qualificado científica, econômica e socialmente para propor um novo modelo de acesso e exploração racional e sustentada de recursos naturais, para os mais diversos fins. Neste modelo, todos os atores envolvidos deverão trabalhar de maneira integrada e prospectiva, valorizando a biodiversidade brasileira, a pesquisa, potenciais aplicações, inovações científicas e tecnológicas e a disseminação deste conhecimento. A utilização de substâncias naturais para a descoberta e produção de novos medicamentos, aditivos alimentares e cosméticos constitui três vias que podem resultar em enormes benefícios econômicos e sociais para o Brasil. Não é mais possível que os entraves legais e burocráticos relacionados à implantação de programas de pesquisa, e de desenvolvimento e inovação de produtos oriundos da biodiversidade brasileira, continuem a limitar a descoberta de produtos tão relevantes.

Paralelamente, as iniciativas de pesquisa e conservação da biodiversidade brasileira devem ser intensificadas e aprofundadas, para que se possa realmente valorizar um dos maiores e mais importantes patrimônios nacionais. Para tanto, é necessário se estimular a a formação de pesquisadores e profissionais que possam melhor entender e aproveitar de maneira racional e sustentada os elementos da biodiversidade brasileira. Não é possível esperar mais.

Roberto Berlinck é professor do Instituto de Química de São Carlos, Universidade de São Paulo.
Posted: 10 Nov 2011 12:48 PM PST
JC e-mail 4382, de 10 de Novembro de 2011.


Inscrições até 2 de dezembro.

A Pró-reitoria de Recursos Humanos da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) lança edital com disposição de 42 vagas para professor, divididos nas classes de professor adjunto, professor assistente e professor auxiliar. De acordo com o edital de abertura, as remunerações variam entre R$ 1,5 mil e R$ 7,3 mil, a depender do cargo e do regime de dedicação pretendidos pelo candidato.

A seleção oferece oportunidades nas áreas de Informática, Matemática, Publicidade e Propaganda, Química, Físico-Química, Pesquisa Operacional, Pediatria Geral, Didática e Ensino de Ciências Biológicas, Inteligência Artificial, Design, entre outras. As atividades desenvolvidas pelos novos professores envolvem atuação em ensino, pesquisa, extensão e atividades administrativas.

Os interessados devem se inscrever até 2 de dezembro, das 8h às 11h e das 14h às 17h, nas secretarias da UFRN referente à vaga pretendida pelo candidato. As avaliações serão aplicadas entre os dias 8 e 26 de fevereiro de 2012, nos dias e locais que serão determinados pelos departamentos responsáveis por cada área.

As avaliações serão divididas em quatro tipos de provas, realizadas na seguinte ordem: prova escrita; prova didática; defesa de Memorial e Projeto de Atuação, e prova de títulos. O prazo de validade deste concurso é de um ano, prorrogável uma vez, por igual período.

Mais informações estão disponíveis no Edital na página eletrônica da PRH:


(Ascom da UFRN)
 

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