quarta-feira, 4 de abril de 2012

Porque o darwinismo é falso – Parte 1/3

Porque o darwinismo é falso – Parte 1/3

Por Dr. Jonathan Wells

Discovery Institute

18 de maio de 2009


Jerry A. Coyne é professor no Departamento de Ecologia e Evolução na Universidade Chicago. No seu livro Why Evolution is True [Por que a evolução é verdadeira], ele resume assim o darwinismo —a teoria moderna da evolução— como:

“A vida na Terra evoluiu gradualmente com uma espécie primitiva— talvez uma molécula auto-replicante—que viveu há mais de 3.5 bilhões de anos atrás; e depois se ramificou ao longo do tempo, lançando muitas e novas espécies diversas; e o mecanismo para a maior parte (mas não toda) da mudança evolucionária é a seleção natural.”1


Coyne explica mais adiante que a evolução “simplesmente significa que uma espécie sofre mudança genética ao longo do tempo. Isto é, ao longo de muitas gerações uma espécie pode evoluir em algo bem diferente, e essas diferenças são baseadas em mudanças no DNA, que se originam como mutações. As espécies de animais e plantas vivendo hoje não estavam por aqui no passado, mas descendem daquelas que viveram muito antes.”2


Segundo Coyne, contudo, “se a evolução significasse somente mudança genética gradual dentro de uma espécie, hoje nós teríamos somente uma espécie— um único descendente altamente evoluído da primeira espécie. Mas nós temos muitas espécies… Como que esta diversidade surgiu de uma forma ancestral?” Ela surge por causa da “divisão, ou, mais exatamente, da especiação,” que “simplesmente significa a evolução de grupos diferentes que não podem cruzar entre si.”3


Se a teoria darwinista fosse verdadeira, “nós deveríamos ser capazes de encontrar alguns casos de especiação no registro fóssil, com uma linhagem de descendência se dividindo em duas ou mais. E nós deveríamos ser capazes de encontrar novas espécies se formando na natureza.” Além disso, “nós deveríamos ser capazes de encontrar exemplos de espécies que se conectariam com os principais grupos suspeitos de terem uma ancestralidade comum, como as aves com os répteis, e os peixes com os anfíbios.” Finalmente, existem fatos que “fazem sentido somente à luz da teoria da evolução”, mas não fazem sentido à luz da criação ou do design. Isso inclui “os padrões de distribuição das espécies sobre a superfície da Terra, as peculiaridades de como os organismos se desenvolvem de embriões, e a existência de características vestigiais que não são de nenhum uso aparente.” Coyne conclui a sua introdução com a afirmação ousada de que “toda a evidência —tanto velha e nova— resulta inelutavelmente na conclusão de que a evolução é verdadeira.”4


Claro, a “evolução” é inegavelmente verdadeira se ela simplesmente significar que as espécies existentes podem mudar de modos pequenos ao longo do tempo, ou que muitas espécies vivendo hoje não existiram no passado. Mas a asserção de Darwin de que todas as espécies são descendentes modificados de um ancestral comum, e a asserção de Coyne de que as mutações do DNA e a seleção natural produziram essas modificações, não são assim tão inegavelmente verdadeiras. Coyne devota o resto do seu livro em fornecer evidências para elas.

Fósseis

Coyne se volta primeiro para o registro fóssil. “Nós devemos ser capazes,” ele escreveu, “de encontrar alguma evidência para a mudança evolucionária no registro fóssil. As camadas rochosas mais profundas (e mais antigas) conteriam os fósseis de espécies mais primitivas, e alguns fósseis deveriam se tornar mais complexos à medida em que as camadas rochosas se tornam mais jovens, com os organismos parecendo as atuais espécies encontradas nas camadas mais recentes. E nós devemos se capazes de ver algumas espécies mudando ao longo do tempo, formando linhagens de ‘descendência com modificação’ (adaptação).” Em particular, “as espécies posteriores devem ter traços que as fazem parecidas com os descendentes de espécies mais antigas.”5


No seu livro Origem das espécies, Charles Darwin reconheceu que o registro fóssil apresentava dificuldades para a sua teoria. “Pela teoria da seleção natural,” ele escreveu, “todas as espécies vivas foram conectadas com as espécies progenitoras de cada gênero, por diferenças não maiores do que as que nós vemos entre as variedades naturais e domésticas das mesmas espécies no presente dia.” Assim, no passado “o número de elos intermediários e transicionais, entre todas as espécies vivas e extintas, deve tem inconcebivelmente grande.” Mas Darwin sabia que os principais grupos de animais —que os biólogos modernos chamam de “filo”— apareceram plenamente formados no que era na ocasião as mais antigas rochas fossilíferas conhecidas, depositados durante um período geológico conhecido como o Cambriano. Ele considerava isso uma dificuldade “séria” para a sua teoria, pois “se a teoria for verdadeira, é incontestável que antes de o estrato inferior do Cambriano ser depositado decorreram longos períodos… e que durante esses vastos períodos o mundo foi enxameado com criaturas vivas.” E quanto “à pergunta de por que nós não achamos ricos depósitos fossilíferos pertencentes a esses períodos tidos como mais antigos anteriores ao sistema Cambriano, eu não posso dar nenhuma resposta satisfatória.” Desse modo, “o caso no presente momento deve permanecer inexplicável; e pode ser verdadeiramente levantado como um argumento válido contra os pontos de vista aqui considerados.”6

Darwin defendeu sua teoria citando a imperfeição do registro geológico. Em particular, ele argumentou que os fósseis pré-cambrianos teriam sido destruídos pelo calor, pressão e erosão. Alguns dos seguidores modernos de Darwin têm argumentado dessa maneira que os fósseis pré-cambrianos existiram, mas foram destruídos mais tarde, ou que os organismos pré-cambrianos eram pequenos demais ou moles demais para serem fossilizados em primeiro lugar. Todavia, desde 1859, os paleontólogos têm descoberto muitos fósseis pré-cambrianos, muitos deles microscópicos ou de corpos moles. Como o paleontólogo Americano William Schopf escreveu em 1994, “A noção há muito tempo defendida de que os organismos pré-cambrianos deveriam ter sido pequenos demais ou delicados demais para terem sidos preservados em materiais geológicos… [é] agora reconhecida como incorreta.” Se isso significar alguma coisa, o surgimento abrupto dos principais filos de animais há cerca de 540 milhões de anos atrás —que os biólogos modernos chamam de “a Explosão Cambriana” ou “o Big Bang da biologia”— é muito melhor documentado agora do que no tempo de Darwin. De acordo com o paleontólogo de Berkeley, James Valentine, e seus colegas, a “explosão é real, ela é grande demais para ser mascarada por falhas no registro fóssil.” Na verdade, quanto mais fósseis são descobertos, se torna claro que a explosão cambriana foi “ainda mais abrupta e extensiva do que antes imaginado.”7

E o que o livro de Coyne tem a dizer sobre isso?

“Cerca de 600 milhões de anos atrás,” Coyne escreveu, “toda uma gama de organismos relativamente simples, mas multicelulares, surgiu, inclusive minhocas, medusas e esponjas. Esses grupos se diversificaram ao longo dos próximos milhões de anos, com as plantas terrestres e os tetrápodes (animais de quatro pernas, os mais antigos deles foram os peixes com nadadeiras lobadas) surgindo cerca de 400 milhões de anos atrás.”8

Em outras palavras, o relato de Coyne da história evolucionária salta de 600 para 400 milhões de anos atrás, sem mencionar a explosão cambriana de 540 milhões de anos. Neste sentido, o livro de Coyne é como um livro-texto modern de Biologia que foi escrito para doutrinar os estudantes na evolução darwinista em vez de fornecer-lhes os fatos.

Coyne prossegue discutindo diversas formas “transicionais”. “Um de nossos melhores exemplos de uma transição evolucionária,” ele escreveu, é o registro fóssil das baleias, “pois nós temos uma série de fósseis cronologicamente ordenada, talvez uma linhagem de ancestrais e descendentes, mostrando seu movimento da terra para a água.”9

“A sequência começa,” Coyne escreveu, “com um fóssil recentemente descoberto de um parente próximo das baleias, um animal do tamanho de um guaxinim chmado Indohyus. Vivendo há 48 milhões de anos atrás, o Indohyus foi… provavelmente muito próximo do que parecia o ancestral da baleia.” No próximo parágrafo, Coyne escreveu, “O Indohyus não foi o ancestral da baleia, mas quase com certeza foi seu primo. Mas se nós recuarmos mais 4 milhões de anos, para 52 milhões de anos atrás, nós vemos o que pode muito bem ser aquele ancestral. É um crânio fóssil de uma criatura do tamanho de um lobo chamada Pakicetus, que se parece muito mais com uma baleia do que o Indohyus.” Na página separando estes dois parágrafos há uma figura intitulada “Formas transicionais na evolução das baleias modernas,” que mostra o Indohyus como o primeiro da série e o Pakicetus como o segundo.10

Mas o Pakicetus —como Coyne acabou de nos dizer— é 4 milhões de anos mais velho do que o Indohyus. Para um darwinista, isso não importa: Pakicetus é “muito mais parecido com uma baleia” do que o Indohyus, por isso deve ficar entre o Indohyus e as baleias modernas, apesar da evidência fóssil.

(Coyne faz o mesmo truque com os fosseis que, supostamente, são ancestrais das aves modernas. O Archaeopteryx, o ícone dos livros didáticos, com suas asas com penas como uma ave moderna, mas dentes e cauda como um réptil, é datado em 145 milhões e anos. Mas o que Coyne chama de “fósseis de dinossauros não voadores com penas”— que deveriam ter vindo antes do Archaeopteryx— são milhões de anos mais novos. Como os cientistas darwinistas Kevin Padian e Luis Chiappe oneze anos antes, Coyne simplesmente reorganiza a evidência para encaixar a teoria darwinista.)11


Chega da predição de Coyne que “as espécies posteriores deveriam ter características que as fazem parecer com os descendentes de espécies mais anteriores.” E chega também com o seu argumento de que “se a evolução não fosse verdadeira, os fósseis não ocorreriam numa ordem que faz sentido em termos evolucionários.” Ignorando os fatos que ele mesmo acabou de apresentar, Coyne conclui descaradamente: “Quando nós encontramos as formas transicionais, elas ocorem no registro fóssil exatamente onde elas deveriam ocorrer.” Se o livro de Coyne fosse feito filme, esta cena deve mostrar a frase de Chico Marx, “Em quem você vai acreditar, a mim ou nos seus próprios olhos?”12


Há outro problema com a série de fósseis de baleia (e com todas as demais series de fósseis) que Coyne deixou de abordar: Nenhuma espécie na série poderia, possivelmente, ser o ancestral de qualquer outra, porque todas elas possuem características que elas primeiro teriam que perder antes de evoluir numa forma subsequente. É por isso que a literatura científica, tipicamente, mostra cada espécie ramificando de uma suposta linhagem.


Na figura abaixo, todas as linhagens são hipotéticas. O diagram à esquerda é uma representação da teoria evolucionária: A espécie A é ancestral de B, que é ancestral de C, que é ancestral de D, que é ancestral de E. Mas o diagrama à direita é uma melhor representação da evidência: As espécies A, B, C e D não estão na linhagem real que resulta na espécie E, que permanece desconhecida.





Acontece que nenhuma série de fósseis pode fornecer evidencial para a descendência darwinista com modificação. Até mesmo no caso de espécies vivas, os restos enterrados não podem, geralmente, ser usados para estabelece relações de ancestrais-descendentes. Imagine encontrar dois esqueletos humanos na mesma cova, um trinta anos mais velho do que o outro. O indivíduo mais velho era pai do mais novo? Sem registros genealógicos escritos e marcas de identificação (ou em alguns casos o DNA), é impossível responder a questão. E neste caso nós estaríamos lidando com dois esqueleto da mesma espécie que estão distantes apenas uma geração e da mesma localidade. Com fósseis de espécies diferentes que agora estão extintas, e bem separadas no tempo e no espaço, não há como se estabelecer que um é o ancestral do outro —não importa quantos fósseis transicionais nós encontremos.

Em 1978, Gareth Nelson, do Museu Americano de História Natural, escreveu: “A ideia que alguém possa ir ao registro fóssil e esperar recuperar empiricamente uma sequência ancestral-descendente, seja de espécies, gênero, famílias, ou seja o que for, tem sido, e continua sendo, uma ilusão perniciosa.”13 Henry Gee, escritor de ciência da Nature, escreveu em 1999 que “nenhum fóssil é enterrado com a sua certidão de nascimento.” Quando nós chamamos novas descobertas de fósseis de “elos perdidos,” é como “se a corrente de ancestralidade e descendência fosse um objeto real para a nossa contemplação, e não o que realmente é: uma invenção completamente humana criada após o fato, modelada da acordo com os preconceitos humanos.” Gee concluiu: “Pegar uma série de fósseis e afirmar que ela representa uma linhagem não é uma hipótese científica que possa ser testada, mas uma afirmativa que carrega a mesma validade de uma história para dormir — entretém, talvez até seja instrutiva, mas não é científica.”14


Notas

1 Jerry A. Coyne, Why Evolution Is True (New York: Viking, 2009), p. 3.
2 Coyne, Why Evolution Is True, p. 3-4.
3 Coyne, Why Evolution Is True, p. 5-6.
4 Coyne, Why Evolution Is True, p. 18-19.
5 Coyne, Why Evolution Is True, pp. 17-18, 25.
6 Charles Darwin, The Origin of Species, Sixth Edition (London: John Murray, 1872), Capítulo X, p. 266, 285-288. Disponível online (2009) aqui.
7 J. William Schopf, “The early evolution of life: solution to Darwin’s dilemma,” Trends in Ecology and Evolution 9 (1994): 375-377.

James W. Valentine, Stanley M. Awramik, Philip W. Signor & M. Sadler, “The Biological Explosion at the Precambrian-Cambrian Boundary,” Evolutionary Biology 25 (1991): 279-356.

James W. Valentine e Douglas H. Erwin, “Interpreting Great Developmental Experiments: The Fossil Record,” p. 71-107 in Rudolf A. Raff & Elizabeth C. Raff, (editores), Development as an Evolutionary Process (New York: Alan R. Liss, 1987).

Jeffrey S. Levinton, “The Big Bang of Animal Evolution,” Scientific American 267 (Novembro 1992): 84-91.

“The Scientific Controversy Over the Cambrian Explosion,” Discovery Institute. Disponível online (2009) aqui.

Jonathan Wells, Icons of Evolution (Washington, DC: Regnery Publishing, 2002), Capítulo 3. Mais informação disponível online (2009) aqui.

Stephen C. Meyer, “The Cambrian Explosion: Biology’s Big Bang,” p. 323-402 in John Angus Campbell & Stephen C. Meyer (editores), Darwinism, Design, and Public Education (East Lansing, MI: Michigan State University Press, 2003). Mais informação disponível online (2009) aqui.

8 Coyne, Why Evolution Is True, p. 28.

9 Coyne, Why Evolution Is True, p. 48.

10 Coyne, Why Evolution Is True, p. 49-51.

11 Kevin Padian e Luis M. Chiappe, “The origin and early evolution of birds,” Biological Reviews 73 (1998): 1-42. Disponível online (2009) aqui.

Wells, Icons of Evolution, p. 119-122.

12 Coyne, Why Evolution Is True, p. 25, 53.

Chico Marx in Duck Soup (Paramount Pictures, 1933). Esta e outras citações do Irmãos Marx Brothers estão disponíveis online (2009) aqui.

13 Gareth Nelson, “Presentation to the American Museum of Natural History (1969),” in David M. Williams & Malte C. Ebach, “The reform of palaeontology and the rise of biogeography—25 years after 'ontogeny, phylogeny, palaeontology and the biogenetic law' (Nelson, 1978),” Journal of Biogeography 31 (2004): 685-712.

14 Henry Gee, In Search of Deep Time. New York: Free Press, 1999, p. 5, 32, 113-117.

Jonathan Wells, The Politically Incorrect Guide to Darwinism and Intelligent Design (Washington, DC: Regnery Publishing, 2006). Mais informação disponível online (2009) aqui.



Porque o darwinismo é falso – Parte 2/3



Posted: 10 Apr 2012 07:42 AM PDT


Porque o darwinismo é falso – Parte 2/3

Embriões



Assim, a teoria evolucionária precisa de melhor evidência que o registro possa fornecer. Coyne destaca corretamente: “Quando ele escreveu o Origem das espécies, Darwin considerou a embriologia a sua evidência mais forte a favor da evolução.” Darwin tinha escrito que a evidência parecia mostrar que “os embriões das mais distintas espécies pertencentes à mesma classe são mais aproximadamente similares, mas se tornam, quando plenamente desenvolvidos, amplamente dissimilares,” um padrão que “revela a comunidade da descendência.” Na verdade, Darwin pensou que os embriões no estágio inicial “nos mostram, mais ou menos completamente, a condição do progenitor de todo o grupo no seu estado adulto.”15
Mas Darwin não era um embriologista. No seu livro Origem das espécies ele apoiou a sua argumentação citando uma passagem pelo embriologista alemão Karl Ernst von Baer:

“Os embriões dos mamíferos, aves, lagartos e cobras, e provavelmente chelonia [tartarugas] são, nos seus estágios mais incipientes excessivamente parecidos uns com os outros... Tenho em minha posse dois pequenos embriões em álcool, cujos nomes eu omiti de colocar, e no presente momento eu sou bem incapaz de dizer qual classe que eles pertencem. Eles podem ser lagartos ou pequenas aves, ou mamíferos bem jovens, tão complete é a semelhança no modo de formação da cabeça e do tronco nesses animais.”16


Coyne afirma que isso é algo que von Baer “escreveu para Darwin,” mas a história de Coyne é tão duvidosa quanto a sua paleontologia. A passage que Darwin citou foi de um artigo escrito em alemão por von Baer em 1828; Thomas Henry Huxley traduziu para o inglês e publicou em 1853. Primeiramente, Darwin nem sabia que era de von Baer: nas duas primeiras edições do Origem das espécies ele atribuiu a passagem incorretamente a Louis Agassiz.17


Ironicamente, von Baer foi um crítico de peso da teoria de Darwin, rejeitando a ideia de que todos os vertebrados partilham de um ancestral comum. Segundo o historiador de ciência Timothy Lenoir, von Baer temia que Darwin e seus seguidores “já tivessem aceito a hipótese evolucionária darwinista como verdade antes de se disporem à tarefa de observar os embriões.” O mito de que a obra de von Baer apoiava a teoria de Darwin foi devido, primeiramente a outro biólogo alemão Ernst Haeckel.”18 Haeckel manteve não somente que todos os embriões de vertebrados evoluíram de um ancestral comum, mas também que em seu desenvolvimento (“ontogenia”) eles davam replay (“recapitular”) de sua história evolucionária (“filogenia”). Ele a chamou de a Lei Biogenética: A ontogenia recapitula a filogenia.


No seu livro Why Evolution Is True, Coyne escreveu que “a ‘recapitulação’ de uma sequência evolucionária é vista na sequência de desenvolvimento” de vários órgãos. “Cada vertebrado passa pelo desenvolvimento numa série de estágios, e a sequência daqueles estágios acontece seguindo a sequência evolucionária de seus ancestrais.” A provável razão para isso é que “assim que uma espécie evolui em outra, o descendente herda o programa de desenvolvimento de seu ancestral.” Dessa maneira, o descendente altera as mudanças “naquilo que já é um plano de desenvolvimento robusto e básico.”

É melhor para as coisas que evoluíram mais tarde serem programadas a desenvolver mais tarde o embrião. Este princípio de ‘adicionar coisa nova em coisa velha’ também explica por que a sequência de estágios de desenvolvimento refletem a sequência evolucionária dos organismos. Como um grupo evolui de outro grupo, geralmente ele adiciona seu programa de desenvolvimento em cima do antigo.” Assim, “todos os vertebrados começam o desenvolvimento [embrionário] parecendo um peixe embrionário porque todos nós descendemos de um ancestral tipo peixe.”19


Mesmo assim, Coyne escreveu, a Lei Biogenética de Haeckel “estritamente não era verdade,” porque “os estágios embrionários não se parecem com as formas adultas de seus ancestrais,” como Haeckel (e Darwin) acreditaram, “mas se parecem com as formas embrionárias de seus ancestrais.” Mas esta reformulação da Lei da Biogenética não soluciona o problema. Em primeiro lugar, os fósseis de embriões são extremamente raros,20 assim, a lei reformulada tem que depender de embriões de organismos modernos que são considerados como parecendo as formas ancestrais. O resultado é um argumento circular: De acordo com a teoria de Darwin, os peixes são nossos ancestrais; os embriões humanos (supostamente) se parecem com os embriões de peixes; portanto, os embriões humanos se parecem com os embriões de nossos ancestrais. Teoria primeiro, observação mais tarde —justamente como von Baer tinha objetado.


Em segundo lugar, a ideia de que estágios evolucionários posteriores simplesmente podem ser alterados para o desenvolvimento é biologicamente irreal. Um ser humano não é apenas um embrião de peixe com algumas características adicionadas. Como o embriologista britânico Walter Garstang destacou em 1922, “uma casa não é uma cabana com um andar em cima. Uma casa representa um grau maior na evolução de uma residência, mas toda a construção é alterada —as fundações, o madeiramento, o telhado —mesmo que os tijolos sejam os mesmos.”21


Em terceiro lugar, e mais importante, os embriões de vertebrados não são mais semelhantes em seus estágios iniciais. Nos anos 1860s, Haeckel fez alguns desenhos para mostrar que os embriões de vertebrados pareciam quase que idênticos em seu primeiro estágio —mas seus desenhos eram fraudulentos. Não somente ele distorceu os embriões fazendo-os parecer mais semelhantes do que eles realmente são, mas ele também tinha omitido os estágios iniciais nos quais os embriões são notavelmente diferente uns dos outros. Um embrião humano no seus estágios iniciais não se parece com um embrião de peixe.


Somente depois de os embriões de vertebrados terem progredido pela metade de seu desenvolvimento é que eles alcançam o estágio que Darwin e Haeckel consideraram como sendo o primeiro. Os biólogos de desenvolvimento chamam esse padrão diferente-similar-diferente de “ampulheta de desenvolvimento.” Os embriões de vertebrados não se parecem um com o outro nos seus estágios iniciais, mas eles convergem de algum modo em aparência na metade do desenvolvimento antes de divergirem novamente. Se a ontogenia fosse uma recapitulação da filogenia, tal padrão seria mais consistente com as origens separadas do que com a ancestralidade comum. Os darwinistas modernos tentam salvar sua teoria pressupondo que a ancestralidade comum de vertebrados é obscurecida porque o desenvolvimento inicial pode evoluir facilmente, mas não há justificação para esta pressuposição a não ser a própria teoria.22


Embora os desenhos de Haeckel tivessem sido denunciados como fraudes pelos seus contemporâneos, os livros didáticos de Biologia os usaram ao longo do século 20 para convencer os estudantes que os humanos partilham de um ancestral comum com os peixes. Então, em 1997, uma publicação científica publicou um artigo comparando as fotos dos embriões de vertebrados com os desenhos de Haeckel, e que o autor principal descreveu como “uma das mais famosas fraudes em Biologia.” [SIC ULTRA PLUS 1] Em 2000, o paleontólogo evolucionista de Harvard, Stephen Jay Gould chamou os desenhos de Haeckel de “fraudulentos” e escreveu que os biólogos deveriam “ficar atônitos e envergonhados pelo século de reciclagem estúpida que resultou na persistência desses desenhos num grande número, se não a maioria, dos livros didáticos modernos.”23 [SIC ULTRA PLUS 2]


Mas Coyne não se sente envergonhado. Ele defende os desenhos de Haeckel. Coyne escreveu – “Haeckel foi acusado, em grande parte, injustamente, de ter falsificado alguns desenhos de embriões iniciais para fazê-los parecer mais semelhantes do que eles realmente são. Apesar disso, não devemos jogar o bebê junto com a água de banho.”24 O “bebê” é a teoria de Darwin, que Coyne defende teimosamente a despeito da evidência.
...


A continuar... Tradução sendo feita


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NOTA DO BLOGGER:


Quando em 1998 eu apontava essas fraudes para alguns dos expoentes autores de livros-texto de Biologia do ensino médio, recebi um e-mail de um deles, meu amigo, que a fraude dos desenhos dos embriões de Haeckel era do conhecimento da maioria dos biólogos! Mas ele não entrou em detalhes da motivação por que eles eram utilizados pelos autores. Motivação científica ou ideológica???






Na análise crítica que submeti ao MEC em 2003 e 2005, foram destacadas essas fraudes e as distorções das evidências científicas a favor do fato da evolução. Dos autores analisados, somente Amabis e Martho retiraram as fraudes, mas não explicitaram porque o fizeram.


Com o descaso do MEC/SEMTEC/PNLEM para o que foi apresentado como DESONESTIDADE ACADÊMICA da parte desses autores, não acompanhei mais a abordagem da evolução nesses livros didáticos. Pobres estudantes, estão sendo fraudados há um século, NOTA BENE - UM SÉCULO - 100 ANOS!


Fui, nem sei por que, cada vez mais enojado da Nomenklatura científica!!!
 

Fonte: http://pos-darwinista.blogspot.com/
 
Divulgação: http://metodologidoestudo.blogspot.com/

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