Camaradas!
A direita reaccionária tem vindo a anunciar publicamente que a biologia é determinante para a estruturação do ser humano — o que não é, de todo, verdade, como nós sabemos. A biologia só é determinante, e de uma forma exclusiva, no caso dos homossexuais que já nascem assim. Tudo o resto são invenções da direita reaccionária.
A verdade é nua e crua: invocar os genes e as diferenças genéticas entre pessoas é um fenómeno político de renascimento do fascismo e do salazarismo, porque todas as diferenças entre pessoas e entre sexos não passam de construções sociais e culturais. E até aquelas pessoas que acreditam na validade da lei da gravidade são mentes retrógradas e extremistas!
A realidade é apenas e só uma construção cultural e social, e absolutamente mais nada do que isso. A realidade é aquilo que nós quisermos!
A família patriarcal, que os reaccionários chamam de “família tradicional” ou “natural”, nada mais é do que uma construção social e cultural — porque os dois sexos não existem! Os “sexos” são também construções sociais e culturais.
Como nos ensinou o grande profeta Karl Marx, nós sabemos que os sexos não existem na realidade, e que a família patriarcal é um instrumento de opressão capitalista que existe desde o aparecimento do homo sapiens albus. Portanto, ohomo sapiens albus é, de facto e desde a sua origem, um instrumento da acção troglodita, reaccionária, capitalista e imperialista: o homo sapiens albus é o inimigo que todos temos que debelar, numa luta revolucionária que transporta consigo a certeza do futuro.
O capitalismo oprime ferozmente, por exemplo, as mulheres e os muçulmanos, que são grupos sociais vitimizados.
Por isso, é nossa obrigação proteger igualmente as mulheres e os seus direitos reprodutivos, por um lado, e os muçulmanos que estão sujeitos à xenofobia da direita reaccionária, por outro lado. Não é admissível que ainda exista a prática da excisão do clitóris por causa da opressão capitalista do homo sapiens albus sobre os muçulmanos, que são vítimas em todo este processo de construção social e cultural da realidade. É neste sentido que devemos proteger simultaneamente os direitos das mulheres e dos muçulmanos, abrindo as portas à sua imigração livre e sem restrições.
Portanto, temos que feminizar a nossa cultura e importar muçulmanos — porque esta estratégia de construção social e cultural da realidade é importante para liquidar o capitalismo. Também sabemos que os gueis gostam muitos dos homens árabes muçulmanos e dos turcos, e essa é mais uma razão para a liberalização da sua imigração. Nós, a esquerda progressista e revolucionária, chamamos a esta estratégia de construção social e cultural, de “dildo-burka”.
O conceito estratégico de “dildo-burka” é absolutamente revolucionário, porque nega radicalmente o princípio da identidade, o princípio da não-contradição, e o princípio do terceiro excluído — que são paradigmas e construções sociais e culturais que estão na origem da emergência do capitalismo reaccionário do homo sapiens albus desde há cerca de cem mil anos. A estratégia de “dildo-burka”baseia-se no conceito da “Grande Recusa” e na Teoria Crítica do nosso grandíssimo Herbert Marcuse.
A luta continua! A vitória é certa!