quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Lynn Margulis, bióloga de renome, membro da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, afirma que é cética da evolução explicada pelo neodarwinismo, e admitiu expressamente que muito de suas críticas ao neodarwinismo são as mesmas feitas pelos proponentes do Design Inteligente (DI).

Leandro Russovski Tessler impediria Lynn Margulis de palestrar na Unicamp

quarta-feira, outubro 16, 2013

Lynn Margulis foi uma bióloga evolucionista de renome, membro da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos. Ela não apoiava, e criticava a teoria do Design Inteligente. Em uma entrevista concedida à DiscoverMagazine, ela disse por que é cética da evolução explicada pelo neodarwinismo, e admitiu expressamente que muito de suas críticas ao neodarwinismo são as mesmas feitas pelos proponentes do Design Inteligente (DI).

Primeiro ela explica por que discorda da adequação explanatória da mutação e seleção natural:

“Esta é a questão que eu tenho com os neodarwinistas: Eles ensinam que o que está produzindo a novidade é o acúmulo de mutações aleatórias no DNA, em uma direção estabelecida pela seleção natural. Se você quiser ovos maiores, você continua selecionando as galinhas que estão pondo os ovos maiores, e você consegue ovos cada vez maiores. Mas você também consegue galinhas com penas defeituosas e pernas bambas. A seleção natural elimina, e talvez mantenha, mas não cria... Os neodarwinistas dizem que novas espécies surgem quando ocorrem as mutações e elas modificam um organismo. Eu fui ensinada diversas vezes que o acúmulo de mutações aleatórias resultava em mudança evolucionária – resultaria em novas espécies. Eu acreditava nisso até que procurei por evidência.”

Neste raciocínio, quando questionada sobre os estudos famosos de evolução dos Grants sobre os tentilhões das ilhas Galápagos, ela declarou: “Eles viram muitas variações dentro de uma espécie, mudanças ao longo do tempo. Mas nunca descobriram quaisquer novas espécies – jamais.”

Quando questionada sobre “Que tipo de evidência a levou contra o neodarwinismo?”, ela respondeu que foi a falta de evidência de mudança gradual no registro fóssil:

“Aquela que você gostaria de ver em um bom caso a favor da mudança gradual de uma espécie para outra no campo, no laboratório, ou no registro fóssil – e preferivelmente em todos os três. O grande mistério de Darwin foi porque não havia nenhum registro antes de um ponto específico [datado em 542 milhões de anos atrás pelos pesquisadores modernos], e então subitamente no registro fóssil você tem quase que todos os principais tipos de animais. 

Os paleontólogos Niles Eldredge e Stephen Jay Gould pesquisaram lagos na África Oriental e nas ilhas do Caribe procurando as mudanças graduais de Darwin de uma espécie de trilobitas ou caramujos em outra espécie. O que eles acharam foi bastante variação alternante na população e depois – BANG – uma nova espécie. Não há gradualismo no registro fóssil.”

Os críticos de Darwin são tolerados na Academia?

Naquela entrevista, Margulis compartilhou algumas experiências pessoais sobre se ela foi intimidada por suas posições não darwinistas. Ela explica que “quem for abertamente crítico dos fundamentos de sua ciência é persona non grata. Eu sou crítica da biologia evolucionária que é baseada na genética de populações.”

Impressionante, enquanto materialistas que desafiam o neodarwinismo aparentemente são considerados “persona non grata”, Margulis explica que os cientistas que continuam procurando explicações darwinistas rapidamente irão receber recursos e apoio, mesmo admitindo que o paradigma está colapsando:

“Richard Lewontin, geneticista de populações, deu uma palestra aqui na Universidade de Massachusetts, Amherst, cerca de seis anos atrás, e ele a matematizou completamente – mudanças na população, mutação aleatória, seleção sexual, custo e benefício. No fim da palestra, ele disse, “Sabe de uma coisa, nós tentamos testar essas ideias no campo e no laboratório, e realmente não existe medidas que combinem com as quantidades das quais lhes falei”. Isso simplesmente me deixou perplexa. Então eu disse, “Richard Lewontin, você é um grande palestrante em ter a coragem de dizer que isso não lhe levou a lugar nenhum. Mas então por que você continua a fazer este trabalho?” Ele olhou ao redor e disse, “É a única coisa que eu sei como fazer, e se eu não fizer, eu não recebo dinheiro para pesquisa”. 

Aqui nós temos um homem honesto e uma resposta honesta...

Leandro Russovski Tessler impediria Lynn Margulis de palestrar na Unicamp... 

Aqui nós temos um exemplo vergonhoso de acadêmico desonesto que não está a par do estado heurístico colapsante da atual teoria da evolução, e que vem aí uma nova teoria geral da evolução - a SÍNTESE EVOLUTIVA AMPLIADA, que será anunciada somente em 2020 (não será selecionista e deverá incorporar aspectos teóricos neo-lamarckistas, para desespero de Darwin), e que fomenta a INQUISIÇÃO SEM FOGUEIRAS na Academia contra os críticos de Darwin e proponentes da teoria do Design Inteligente.

Um Torquemada pós-moderno, chique e perfumado a la Dawkins, que não quer o debate livre de ideias na universidade... 

Pobre ciência! 
 

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